Kirin 970 e o primeiro NPU: o que é que isto quer dizer para o utilizador?

A Huawei apresentou recentemente o seu processador Kirin 970, o primeiro a vir com um NPU (Neural Processing Unit), que promete acelerar a Inteligência Artificial dos nossos dispositivos. Mas que quer isto dizer?

Em termos do processador em si, este é similar a outros no mercado e até mesmo ao seu antecessor, sendo um octa-core com 4 cores a 2.4ghz e os outros 4 a 1.8ghz. O seu GPU é um Mali-G72 MP12, que, segundo a Huawei, apresenta 20% melhor performance e 50% melhor eficiência sobre o Mali-G71 MP8 presente no Kirin 960. O 970, tal como o Snapdragon 835, também é feito no processo de 10nm, sendo este mais eficiente que o processo de 16nm no qual era feito o modelo anterior.

Até aqui, nada de especial, apenas mais um upgrade anual, com aumento ligeiro das especificações e diminuição do processo de fabrico, certo?

Ora agora é que vem a verdadeira novidade: o NPU.

Nos últimos anos temos visto o ressurgimento de processadores dedicados para certas tarefas, os quais as fazem muito mais rápida e eficientemente que um processador genérico. Exemplos destes são os DSP (Digital Signal Processor), o ISP (Imaging Signal Processor) e até mesmo o GPU (Graphics Processing Unit), que não é propriamente novo, entre outros.


O NPU é basicamente, apenas mais um destes processadores dedicados, focado em cálculos de números de virgula flutuante de 8 e 16 bits (FP8 e FP16), visto que são estes os mais usados para cálculos de Machine Learning e Inteligência Artificial, em que são usados números decimais (Floating Point) mas que a precisão de 32bits (FP32) não é necessária.

Este processador dedicado para o cálculo aritmético destes valores decimais, segundo a Huawei, permite cálculos na ordem dos 1.92 TeraFLOPS em FP16, o que é um número bastante impressionante.

O que é que isto quer dizer para o utilizador? Visto que praticamente tudo o que é baseado em machine learning e AI, desde Computer Vision (como o Google Translate), a assistentes digitais (como o Google Assistant, Cortana e Alexa), irá acelerar em muito os cálculos efectuados por estes, podendo mesmo deixarem de depender dos servidores para fazer os cálculos, o que tornaria possível usufruir destes mesmo em modo offline.

Dado em conta o quão investida está a industria toda na Inteligência Artificial, espera-se que as outras marcas de processadores sigam o exemplo da Huawei e comecem a integrar NPUs nos próximos modelos de SoC, como o Snapdragon 845.

E vocês, estão à espera que isto seja o próximo avanço na Inteligência Artificial? Digam nos comentários!

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